Críticas

Published on janeiro 29th, 2015 | by Marcelo Leme

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Crítica: Os Pinguins de Madagascar

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No filme solo Os Pinguins de Madagascar, os simpáticos pinguins nos são apresentados desde suas infâncias. Tomamos contato com suas origens, os tempos em que se afastaram do bando, lançados à deriva no oceano logo após viverem juntos sua primeira aventura. As características heroicas da quadrilha já era observável desde cedo com os pequenos e seus comportamentos críticos com relação às suas funções no universo dessas simpáticas aves. Divertido tal como todos os momentos em que se apresentaram nos 3 filmes da franquia Madagascar – animações que admito não gostar –, parece ter chegado tarde aos cinemas. A favor deles está o fato de serem figuras marcadas na memória de qualquer espectador.

Vários atos demarcam a personalidade desses personagens que aprendemos a gostar. Suas posturas críticas com relação ao meio em que viviam, seu viés conspirador e seus planos confusos que, mirabolantes, terminam bem executados, garantem alguma cultuação e afeição do grande público. Com um filme solo, e consequentemente com mais tempo em cena, puderam ganhar desenvolvimentos satisfatórios. O que reina nessa nova aposta da DreamWorks é a diversão totalmente descompromissada. Nessa vertente, levanta-se uma dúvida costumeiramente tratada em alguns filmes: o papel dos secundários. São mesmo capazes de segurar um filme sozinhos?

Ora, é sabido que os pinguins não são os protagonistas de Madagascar. São belos personagens alternativos cuja função primária é divertir, além de encantar e, por que não, emocionar. Mas os secundários geralmente são limitados, funcionando melhor dentro da lógica de um conta gotas. Uma gota a mais pode ser desastrosa. A boa notícia é que os simpáticos pinguins tem argumentos e conseguem sem muito esforço dominar os 90 minutos de projeção. A motivação vilanesca é pueril e não acrescentará absolutamente nada a vida cinéfila de alguém. É ação e humor quase na mesma dosagem. A direção ficou por conta dos animadores Eric Darnell (da trilogia Madagascar) e Simon J. Smith (Bee Movie).

Com um enfoque infanto-juvenil, Os Pinguins de Madagascar conseguirão entreter as crianças e garantirão afeição dos adultos, todavia terminarão reduzidos ao humor transitório. Capitão, Rico, Kowalski e Recruta saíram do zoológico de Manhattan e aqui eles saem do universo de Madagascar para saborearem independência num filme seguro, pouco ousado e equilibrado, agraciado por simpatia e carisma. Os pinguins conseguiram voar para longe, agora planam após ter passado por um seriado com várias temporadas e encontrarem a oportunidade de ganhar finalmente as telonas. E não deve terminar por aí.

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About the Author

Marcelo Leme

Realizador, roteirista, curador, crítico de cinema do portal cineplayers.com e colunista semanal do Jornal da Cidade de Poços de Caldas. Trabalha no Instituto Moreira Salles. Entusiasta da sétima arte, é credenciado em festivais de cinema como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Paulínia Film Festival. Teve, em 2013, um de seus textos selecionados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). >>> instagram.com/marceloafleme



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