Entrevistas

Published on julho 11th, 2016 | by Marcelo Leme

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Prosa com Diego Lara

Entrevista realizada com o diretor de “Três dentes de Ouro”, filme selecionado para o FestCine Poços de Caldas.

FOTO_DIEGO_LARADiego, como você descreveria a proposta de seu filme?

O Três dentes de ouro é um terror/suspense sobrenatural que aposta no isolamento e na curiosidade da personagem principal, a jovem Domitila, para conhecermos o passado de seus pais adotivos.

Me parece um realismo fantástico muito bem estruturado. É seu primeiro filme? 
Não. Venho atuando no cenário nacional desde 2005, iniciando minha carreira com documentários e séries para TV. O TDdO é meu terceiro curta, o primeiro de terror, sendo que antes dele rodei o Semivida (um romance fantástico) e Pela Boca (um drama).

Você discute mitologia a fim de ambientar o suspense. Trata de cultura eslava, não é isso? De onde surgiu a ideia?

A ideia nasceu da minha vontade de mostrar um outro olhar sobre a vida de imigrantes que vieram para o Brasil e como as tradições tiveram que se adaptar aqui no Sul do país. Santa Catarina tem uma influência muito grande de povos europeus e suas tradições vivem no estado até hoje. A minha pergunta era: e suas lendas e maldições? Será que elas ainda andam por ai?

O Brasil tem um folclore riquíssimo. Acha que os artistas o aproveitam pouco?

Acho que o folclore brasileiro influencia muitos artistas e cineastas. Eu adoro ouvir histórias sobre lendas e tradições brasileiras e acabo usando muito isso nos documentários que produzo. Ao longo dos últimos anos esse foi um dos meus assuntos favoritos e rodei muita coisa sobre essas histórias. O TdO é uma primeira incursão no terror e pretendo avançar mais, talvez usando lendas e elementos do imaginário brasileiro.

Temos visto o cinema de gênero suspense encorpar nos últimos anos no Brasil. Acha um gênero promissor no país?

Sem dúvidas! O terror brasileiro já tem uma tradição histórica e cada vez mais vemos coisas legais circulando em festivais e entrando no circuito comercial! Acho que o público que ganha com essa nova safra de curtas de suspenses e terror como o Cabrito, Pray, Olhos de Botão e outros.

Você filmou em Itajaí? Se sim, como é fazer cinema no interior de Santa Catarina?

Isso, o filme foi rodado no interior de Itajaí (que é uma cidade litorânea do norte catarinense). Fazer cinema aqui é complicado como em quase todos os lugares do Brasil. Felizmente já temos uma trajetória que nos dá espaço para experimentar coisas novas e testar novas narrativas e projetos. Atualmente estamos rodando duas séries de TV e um documentário longa-metragem. O próximo passo é adaptar o TdO para um longa.

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About the Author

Marcelo Leme

Realizador, roteirista, curador, crítico de cinema do portal cineplayers.com e colunista semanal do Jornal da Cidade de Poços de Caldas. Trabalha no Instituto Moreira Salles. Entusiasta da sétima arte, é credenciado em festivais de cinema como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Paulínia Film Festival. Teve, em 2013, um de seus textos selecionados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). >>> instagram.com/marceloafleme



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