Entrevistas

Published on julho 12th, 2016 | by Marcelo Leme

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Prosa com Luciano de Azevedo

12642655_544895805677633_6600076096500774376_nEntrevista realizada com o diretor de “Cabrito”, filme selecionado para o FestCine Poços de Caldas.

Luciano, que grande pancada esse seu filme, em?! É seu primeiro trabalho enquanto diretor? 

Fico feliz que tenha gostado do filme, é a minha primeira direção em curta metragem , anteriormente já havia feito direção em video clipes e filmes publicitários.

Pelo jeito você é um fã de terror, não é? Conta aí quais filmes e cineastas inspiraram “Cabrito”.

O Terror está nas veias desde de pequeno, sou cria do “Cine Trash” quando escrevi o “Cabrito”  estava me aprofundando mais no “New French Extremity” que é uma pegada mais “Cinéma vérité”, alguns filmes são À l’intérieur, Alléluia, e usar de alguma forma  uma pegada mais clássica, como o Massacre da Serra Eletrica de 1974, um caos!

O terror interessa por vários fatores. Na história do cinema, o gênero sempre se reinventou através de subgêneros, como o Giallo na Itália com alguns dos maiores gênios de todo o sempre; o slasher, o gore, o trash, a apropriação do mockumentary, entre outros. Mas temos visto alguns filmes se repetirem demais a ponto de desgastarem subgêneros. Diante disso, quais suas expectativas para o terror no cinema daqui pra frente?

Em todos gêneros sempre vai haver uma parte que faz a pegada mais comercial , mais vendável , e sempre vai existir os que querem fugir dessa bolha comercial, fugir dessa linha comercial é o ponto que a maioria tem dificuldades de se desprender ,  sempre usando roteiro pre moldados.

De 2015 para cá o terror abriu muitas portas tanto no brasil como no mundo, conheci diretores da Russia , Paquistão que os trabalhos são melhores do que se vê por ai no cinema.

José Mojica Marins, nosso Zé do Caixão, é uma referência no cinema nacional e mundial. Há outros grandes nomes no Brasil como Rodrigo Aragão e Marco Dutra. Pensa que o cinema de gênero terror tem futuro nessa terra Tupiniquim?

Lembro quando vi “Amor só de mãe” do Dennison Ramalho em um festival na minha cidade, sai do cinema atordoado pensando, esse filme tem 20 minutos que parece 4h de um terror puramente brasileiro, um filme de uma textura incrível, depois conheci o trabalho do Fernando Rick vi o “Ivan”, outro filme que fiquei atordoado. Esse ano tive o prazer de ver o seu novo filme “Embaraço” uma obra prima. Brasil tem os melhores folclores e as melhores lendas urbanas. O terror no Brasil é algo bastante regional e isso pode ser explorado e mostrado para o mundo.

Há limites para se trabalhar com este gênero?

Pessoalmente não coloco limites.

 

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About the Author

Marcelo Leme

Realizador, roteirista, curador, crítico de cinema do portal cineplayers.com e colunista semanal do Jornal da Cidade de Poços de Caldas. Trabalha no Instituto Moreira Salles. Entusiasta da sétima arte, é credenciado em festivais de cinema como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Paulínia Film Festival. Teve, em 2013, um de seus textos selecionados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). >>> instagram.com/marceloafleme



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